Pausa na rotina en la Marina de Valencia
Hoje saí da minha rotina habitual: levar os meninos à escola, fazer ginástica, voltar para casa, arrumá-la, trabalhar um pouco, limpar a casa, trabalhar de novo... casa e mais casa. Desta vez, decidi quebrar o ciclo para ter meu contato semanal com a natureza. Resolvi ir a algum lugar próximo de casa, onde pudesse chegar e voltar rapidamente. Escolhi a praia. Faz tempo que não vou à minha praia. Estava precisando desse momento.
O dia amanheceu fechado, com cara de chuva, mas não me importei. A natureza é assim, independente, e mesmo sem sol, ela mostra sua beleza. Para mim, basta estar aqui. A praia sempre me surpreende, transformando-se conforme o período do ano. Hoje, a Praia Malvarrosa está com o mar calmo, quase parado. Parece um lago. A água tranquila reflete um céu cinzento, e as aves aproveitam para mergulhar e buscar peixes.
À distância, vejo um barco pequeno, quase imóvel, e algumas poucas pessoas. O vento está gelado, algo em torno de 13 graus, mas era exatamente disso que eu precisava. Pedalei até aqui, o que amo fazer, mas deixei a bicicleta encostada — não dava para colocá-la na areia. Vim para sentir esse vento, essa pausa.
A perimenopausa se aproxima e, com ela, minhas emoções têm oscilado mais. Ontem senti uma tristeza repentina. Tento lidar com isso: ficar quieta, evitar conflitos. Mas há momentos em que falo mais alto ou com mais firmeza, principalmente com os meninos, sempre dando ordens. Ontem, simplesmente desisti de algumas batalhas. Resolvi não brigar, não ligar para detalhes que antes me incomodavam.
Hoje, ao olhar para o mar, percebo que ele está exatamente como eu gostaria de estar: tranquilo, sereno, recuperando-se. Ele se refaz, pouco a pouco, sem pressa, limpando-se das marcas deixadas pela Dana que passou. E eu tento fazer o mesmo. Hoje, só queria essa pausa.
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