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No quiero para mis hijos lo que viví en mi infancia

València10 JUN 2026  Soy madre de dos hijos, uno en Primaria y otro en el instituto, además de alumna de la Escuela Oficial de Idiomas. Por eso me preocupa profundamente el impacto que las huelgas educativas tienen sobre los estudiantes. Crecí en un país donde las interrupciones constantes de las clases eran habituales y viví en primera persona cómo esas situaciones perjudicaban la formación de miles de alumnos. Cuando decidí venir a España, encontré un país que siempre ha presumido de la calidad de sus servicios públicos y de su apuesta por la educación. Precisamente por eso resulta preocupante que los conflictos entre administraciones y trabajadores terminen afectando a quienes menos responsabilidad tienen: los estudiantes, tanto niños como adultos que hacen un gran esfuerzo para seguir formándose. A los responsables políticos les pediría que mantengan ese orgullo por la educación española, pero con hechos y no solo con discursos. Una sociedad fuerte necesita una educación fuerte...

Entre idiomas: castelhano ou valenciano

  Entre idiomas: castelhano ou valenciano Saí da reunião de pais e mestres meio atordoada, entre outras questões, fiquei pensando sobre o peso invisível de ser estrangeira numa terra que, embora tenha se tornado meu lar, ainda me marca como "a de fora". Sentimos a xenofobia se manifestando nos detalhes mais sutis do cotidiano. Não nas agressões explícitas que se tornam manchetes, mas naquelas pequenas exclusões diárias, nos olhares, nas exigências veladas que parecem dizer: "Você nunca será completamente daqui." Antes de viver aqui, me dediquei dois anos a estudar o castelhano. Desde que cheguei fiz um curso de conversação, estudo em casa e já fui aprovada na prova de proficiência básica, exigida para a nacionalidade espanhola. Esse ano espero entrar no avançado na Escola Oficial de Idiomas. Meus cadernos se enchem de conjugações verbais, expressões idiomáticas e palavras novas que coleciono todos os dias. Quando converso naturalmente e até já penso no idioma,...

Saudade: meu Brasil dentro de mim

    Era sábado de Carnaval eu tive uma saudade genuína do Brasil. Saudade da música, das ruas, da minha cidade. Lembrei da música rolando nas ruas, do verão ardente em fevereiro. Pensei no março chegando, trazendo as primeiras chuvas do fim de verão e o meu aniversário - aquele momento que marca o início do outono e me faz iniciar mais um ciclo. Senti saudade de quem eu sou na minha língua materna, pois imigrar é como abrir um caderno em branco. Você se vê sendo mais um rosto na multidão de imigrantes, mas por dentro sabe que cada página será preenchida com histórias únicas. Sua identidade não se perde, apenas se transforma. No idioma materno, eu sou quem realmente sou - completa, inteira. Imigrar é se maravilhar com cada coluna centenária de um edifício que é patrimônio da humanidade. É deslumbrar-se com cada novo lugar que se conhece no desconhecido, e ao mesmo tempo deslumbrar-se e acreditar que o seu novo eu desconhecido é capaz. Sempre foi. E nessa noite de Ca...

Entre ondas e decisões

  Hoje, andando em minha praia favorita, observo as ondas quebrarem na areia enquanto o sol aquece minha pele. É aqui, neste refúgio de paz, que sempre encontro clareza para meus pensamentos mais profundos. As pessoas ao redor parecem compartilhar desta tranquilidade que tanto busco para mim, uma vida sem os tormentos do estresse diário.  Estou envolvida em um curso de formação para empreendedores, focado na criança e aceleração de startups usando recursos da inteligência artificial. A motivação inicial foi intensa, principalmente ao descobrir que não preciso de um emprego tradicional para criar. O que realmente desejo é escrever, produzir conteúdo analítico e interessante. Penso constantemente sobre como transformar meu trabalho em algo prazeroso, não um martírio. Quero que o site gere tráfego, publicidade, mas sem carregar o peso do estresse sobre meus ombros. Os valores que carrego são meu norte – uma vida tranquila, equilibrada, onde o sucesso não sacrifique minha paz inte...

O dia em que tocamos o inverno

Em janeiro passado, nossa família embarcou em uma aventura inesquecível rumo a um charmoso vilarejo próximo a Valência, em busca do nosso primeiro encontro com a neve.  A pista de trenó foi  descoberta da neve naquela tarde, já que a neve natural descongelou, fomos curtir a artificial mesmo, já que estábamos ali. Enquanto meu marido sorria com familiaridade diante do cenário branco, meus filhos e eu não conseguíamos conter o deslumbramento de iniciantes. Entre risos e gritos de excitação, deslizávamos morro abaixo, sentindo o vento gelado nos nossos rostos vermelhos. Nossas mãos inexperientes tentaram moldar bolas de neve, mas em vão, todas desajeitadas, o melhor é deslizar mesmo.  Quando o frio começou a penetrar através de nossas luvas, buscamos descanso em uma pequena cafeteria. O café e o chocolate quente esquentou e pudemos descansar um pouco, mas os meninos queriam continuar a aventura.  Foi uma dessas experiências que, embora simples, ficam guardadas no coraçã...

Janelas abertas (cartografia de um recomeço)

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Mais uma manhã de encontro com a natureza. Após conhecer a neve, vim visitar meu verdadeiro amor: o mar.  Aquela paisagem branca e gelada me ensinou sobre resiliência humana, sobre nossa capacidade de existir nos limites extremos. Hoje, venho refletir sobre o encerramento de um ciclo  profissional que precisava ser fechado.            Sentia-me aprisionada, devendo algo a mim mesma, impossibilitada de me mostrar ao mundo.  Mas agora, abro novas janelas. Reconheço meu potencial para o empreendedorismo, aliado à comunicação social, à minha carreira no jornalismo. Vislumbro uma oportunidade, um propósito.  Quero construir um negócio flexível, prazeroso, que me permita crescer profissionalmente.  Sei que os desafios virão, mas estou preparada para aprender, para me reinventar. Trago comigo a riqueza de ter transitado entre o analógico e o digital. As ferramentas tecnológicas não são apenas recursos, são pontes para a realização. Com...

Pausa na rotina en la Marina de Valencia

     Hoje saí da minha rotina habitual: levar os meninos à escola, fazer ginástica, voltar para casa, arrumá-la, trabalhar um pouco, limpar a casa, trabalhar de novo... casa e mais casa. Desta vez, decidi quebrar o ciclo para ter meu contato semanal com a natureza. Resolvi ir a algum lugar próximo de casa, onde pudesse chegar e voltar rapidamente. Escolhi a praia. Faz tempo que não vou à minha praia. Estava precisando desse momento.        O dia amanheceu fechado, com cara de chuva, mas não me importei. A natureza é assim, independente, e mesmo sem sol, ela mostra sua beleza. Para mim, basta estar aqui. A praia sempre me surpreende, transformando-se conforme o período do ano. Hoje, a Praia Malvarrosa está com o mar calmo, quase parado. Parece um lago. A água tranquila reflete um céu cinzento, e as aves aproveitam para mergulhar e buscar peixes.        À distância, vejo um barco pequeno, quase imóvel, e algumas poucas pesso...