Última semana em Sydney
Na quarta-feira (4), após passarmos
duas semanas na estrada, achamos melhor descansar e passear por perto
mesmo. Deixei a escolha por conta do Miguel e não poderia ser outra:
parque! E seguimos para o nosso parquinho favorito, o Flying FoxPlayground, em Winnererremy Bay Foreshore Reserve, a poucos metros da
casa de nossos amigos. À noite fomos descontrair no pub aberto que
fica nos arredores, o The Newport. O charmoso bar/restaurante tem
vista para as águas de Pittwater e o que torna o local bem fresco,
ideal para dias quentes. É um ótimo espaço para levar as crianças
e deixá-las na sala de jogos ou correndo por lá, enquanto desfruta
refrescantes bebidas e comidinhas para todos os gostos.
O destino de quinta (5) foi o Manly Sea
Life Sanctuary, um aquário localizado numa das praias mais famosas
de Sydney, tomada por jovens, crianças e famílias que procuram um
orla de ondas calmas. No aquário vimos tubarões, arraias gigantes,
tartarugas marinhas, pequenos pinguins e diversas espécies marinhas.
Almoçamos de frente à praia e depois seguimos para pegamos o
ferryboat para mais um passeio pelo centro de Sydney.
De Manly Wharf, o ferry segue pela baía
para a Circular Quay, o principal terminal de balsas de Sydney, no
centro da cidade. Durante o trajeto de trinta minutos podemos ver
espetaculares vistas do porto e do oceano. Próximo à chegada, mais
uma vez nos deslumbramos com a Opera House e o suntuoso Botanic
Gardens ao lado esquerdo. Ao descer, seguimos para o Australian Museum
e passamos pela St. Mary´s Cathedral, que fica ao lado do HydePark, o parque mais antigo da Austrália. O local encanta pelos
jardins bem conservados, monumentos e chafariz. Passeamos pelas vias
cobertas de figueiras até chegar ao museu. (legenda da foto: avenue
of Hill's Figs)
No museu mais antigo da Austrália,
podemos conhecer mais sobre a história natural e a cultura
australiana. Vimos a história dos aborígenes, os habitantes originais do
continente australiano,
mas também esqueletos
de animais pré-históricos, minerais e até mesmo de dinossauros. O
local reúne milhares de objetos que demonstram a herança da
Austrálias e das regiões do Pacífico.
À noite fomos curtir uma balada no
centro da cidade. Começamos no O Bar and Dining, um restaurante/bar
contemporâneo, localizado no topo de um prédio na George Street, de
onde se tem uma vista incrível Sydney. O espaço circular, que fica
no andar 47, é um lugar deslumbrante para desfrutar de comida
requintada, cocktails e dar umas boas risadas. Começamos chique e
terminamos rock n´roll. De lá fomos para o Frankie's Pizza by theSlice, um bar subterrâneo que oferece além de uma pizza honesta,
bandas ao vivo, ótimos drinks como a cold Margherita e a Pistonhead
lager, uma cerveja gelada digna de uma balada que foi até altas
horas.
As crianças ficaram com uma babá, que
é sempre chamada pelos nossos amigos. Wendy, uma moça checa que
fala a língua materna e inglês, deu conta do meu filho, que só fala português e umas palavrinhas em inglês, nada o suficiente para se
comunicar… Mas se deram bem, apesar de eu ter dado apenas umas
rápidas instruções. No dia seguinte ele ainda disse que ela era
muito carinhosa. Sinal de que as crianças gostam mesmo é da língua universal do amor.
Como acordamos cansados da balada,
tiramos a sexta para comprar alguns presentes e bater perna à
tarde pelo centro da cidade. No sábado curtimos um ótimo dia de barbecue, ou seja, um churrasco brasileiro/australiano na casa dos nossos amigos, com a reunião de vários
colegas brasileiros que moraram juntos em uma república do outro
lado da cidade.
Já no domingo foi dia de conhecer
Bondi Beach, uma das praias mais famosas de Sydney, praticamente a
Copacabana australiana. É uma larga praia urbana, com um quilômetro
de extensão, ótima para passear, correr ou relaxar ao sol. A
animada praia fica a apenas 10 km do centro da cidade. Como o dia
estava nublado, decidimos conhecer outras praias que ficam por perto,
e fizemos o Bondi to Coogee walk, uma caminhada costeira de uma praia
a outra. Mas fizemos ao contrário: nosso outro amigo brasileiro que
mora no bairro nos deu carona até Cogge e de lá descemos até
Bondi.
A caminhada de seis quilômetros mostra
vistas deslumbrantes das praias, das áreas verdes ao redor, dos
penhascos, das baías e das piscinas de pedra.
Tamarama, Bronte, Coogee e Maroubra
Embora extensa, a caminhada pode ser
feita de forma leve ou pesada: muita gente percorre a trilha
correndo. Há alguns caminhos inclinados, íngremes e várias escadas
ao longo da pista. Há paradas de descanso com excelentes vistas e
assentos ao longo da caminhada de Bondi para Coogee, perfeitos para
aquele clique de cartão postal. Passando por Tamarama Beach, vimos
as dezenas de surfistas incorporados na paisagem natural, o que
garante outros cliques. Ainda passamos por Bronte Beach e outros pontos. Levamos quase uma hora para completar a
caminhada, que traz a paisagem arrebatadora da piscina de água
natural que fica colada ao mar: até parece que as águas que se
misturam à praia de Bondi e você fica ali deslumbrado vendo o
pessoal nadar.
Depois da caminhada, a fome já apertava
e fizemos um lanche num dos pontos de piquenique da praia. Ainda
caminhamos pela rua principal à beira-mar, a Campbell Parade, repleta
de lojas de surfe e de moda, bares e cafés ao ar livre. Tomamos um
cappuccino e voltamos ao centro da cidade para encontrar com nossos
amigos no Braza Churrascaria.
Taronga Zoo
A segunda amanheceu ensolarada e
pegamos um ônibus com destino ao bairro de Mosmam para o TarongaZoo, o famoso jardim zoológico de Sydney. Com mais de 4 mil animais
para ver, o local ainda oferece passeios, eventos, concertos e a
vista para a Opera House e Harbour Bridge.
Ao chegar, já fomos logo ver se dessa
vez encontramos um koala acordado. Digamos que ele ainda estava
despertando, mas pela cara de preguiça que eles sempre ficam, nunca
dá pra saber se estão acordando ou dormindo novamente….Quem estava
dando show de simpatia no momento eram as girafas, posando para fotos,
chegavam perto dos turistas, seja para o fotógrafo profissional ou para uma selfie.
Seguimos conhecendo vários animais e
vimos pássaros, elefantes, pinguins, até, quem diria, uma galinha
sul americana, nossa conhecida dos quintais brasileiros... Após passarmos pelo Vale dos Pinguins, chegamos até a
piscina da foca, que deu um show particular para quem estava por ali.
Logo depois vimos o apresentação oficial, o Daily Seal Show, que de
fato é um show de graça e acrobacias.
Seguimos pelo zoológico até chegar
ao fim, de onde pegamos o Sky Safari para subir até
o topo do zoo novamente. Do teleférico é possível ver vários
pontos do Taronga Zoo, além da vista do centro de Sydney. Depois de
visitar a lojinha (em toda atração tem uma), pegamos o Sky Safari
de novo para descer e chegar até o ferry, de onde seguimos para o
centro da cidade.
E o percurso do ferry nos proporcionou
mais um visão linda da baía de Sydney, com suas casas nos
penhascos, seus iates, barcos e afins nas águas azuis que estavam
cristalinas na tarde de sol brilhante. Depois do trajeto de 25
minutos, chegamos em Port Jackson (baía de Sydney) e seguimos para o
Botanic Gardens, não sem antes despedir da Opera House, que fica ao
lado.
Botanic Gardens está localizado
próximo à Opera House e às margens da Baía de Sydney. O jardim
fica bem delineado à baia de Sydney, o que proporciona uma vista
linda do mar junto ao campos floridos. Ocupando uma área de 30
hectares, o local ainda tem café, restaurantes e até uma livraria. Há também lagos artificiais com chafarizes,
obras de artes e os jardins, com suas diversas espécies de plantas e
árvores, são super bem cuidados. A atração é de cair o queixo!
Caminhamos pelos jardins até chegar a saída para a Macquaire
Street.
O penúltimo dia foi o momento do meu
marido rever a casa em que morou assim que chegou em Sydney. Seguimos
para o subúrbio da cidade e chegamos em Kogarah, na casa onde ele
fez amizade com o nosso amigo que nos hospedou na cidade. Lá eles
conheceram boa parte dos amigos que estavam no churrasco de sábado.
Kogarah é um subúrbio do sul de
Sydney, um bairro mais simples, se compararmos aos bairros mais
centrais. O local tem áreas comerciais e pequenas indústrias.
Também é conhecida pelo seu grande número de escolas e serviços
de saúde. E ainda simpáticas e tranquilas praias para crianças.
Mas por essas só passamos perto.
De lá ainda demos um pulo em Cronula,
um subúrbio descontraído à beira-mar. Tem inúmeras praias de surf
e pontos de natação. O local atrai turistas e residentes da Grande
Sydney. E dá pra entender porque: é aquele bairro bem residencial,
longe da badalação do centro, mas com parques a beira mar. Mesmo
num dia de maré alta, dá pra ficar ali na grama admirando o mar.
Meu marido trabalhou por ali e disse que adorava se jogar na grama
nos intervalos entre um emprego e outro. Nós fizemos o mesmo, mas em
férias é bem melhor.
Na quarta (11) acordamos cedo com destino ao
Aeroporto Internacional de Sydney. A cidade chovia e eu chorava.
Foram as melhores férias da minha vida, ao lado dos meus amores, num
país admirável. Um dia eu volto Austrália! See you soon, no
worries!
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